O Pastel de ChavesResenha histórica do Pastel de Chaves

 

Segundo  António Saldanha, autor flaviense, Chaves conhece o seu pastel desde 1862,  através de Teresa Feliz Barreira, proprietária nesses anos de “O Velho Pasteleiro”. D. Teresa comprou a receita a uma vendedora ambulante local, que “não tinha mãos-a-medir” para abastecer a procura de tão delicioso produto. Desde então, o pastel de carne (denominação comum no mercado local) ficou como o principal acompanhante do café matinal dos flavienses.



Nos inicios do Séc. XX, o prestígio do “Pastel de Chaves” atinge  o auge,  surgindo encomendas dos mais diversos pontos  do país.

Com mais de 150 anos de existência, o “Pastel de Chaves” faz parte do quotidiano alimentar das gentes de Chaves. São geralmente comidos quentes, ao pequeno-almoço e ao lanche.

— Referências históricas ao Pastel de Chaves:

- «Uma  tradição  “praticamente   obrigatória”  é  saborear  o  Pastel  de  Chaves  nos almoços  de  domingo, sendo  ainda  hoje  “frequente  ver as  confeitarias,  depois da  missa dominical,  cheias  de  clientes à espera  da  sua vez para  comprar  o tão desejado pastel  para o seu almoço  em família”. Sempre  que se faz  uma  viagem continua  a ser costume  “levar uma  caixinha  com  os célebres  pastéis  de Chaves, para os amigos, que mais cedo ou mais tarde, solicitam nova remessa”» (Montalvão Machado, 2004).

- «Chaves já foi conhecida e procurada como um dos oásis nacionais da  boa  gastronomia à  base  de  presunto,  alheira,  pastéis  de  carne,  folar  e  de outras doçarias baseadas em ovos.» (Guia de  Portugal , Fundação   Calouste  Gulbenkian, 1961)

- «(...)Chaves  tem (...), no conceito do grande  escritor brasileiro Afrânio Peixoto uma celebridade que conta  a quem  tem apetite:  os pastéis... O “gosto” deu todas  as artes. O “sabor” deu todas  as ciências...  Ele — Afrânio — o acentua;  o presunto de Chaves é famoso;  os pastéis  de carne não têm rivais» (Alípio de Oliveira, A Voz de Chaves,  3 de Setembro  1959).


- «(...)Perdurando  na memória e no paladar,  os pastéis acabaram por conquistar um lugar de destaque na gastronomia Nacional.  Uma aposta  que valeu o epíteto  de “melhores pastéis  folhados  de Portugal”. Sós ou a laia de petisco,  serão sempre recebidos  com inequívocas  demonstrações de boas vindas.» (Revista Unibanco, Jan/Fev. 2004).

 



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